Ir para o conteúdo

Seg a sex 07h–18h · Sáb 07h–12h

Ginecologia

DIU e Implanon: o que a consulta de avaliação decide antes da inserção

Por que a avaliação vem antes e o que ela leva em conta

Por Equipe Docctor Med Aparecida de Goiânia · Revisão técnica: Dr. Arthur Fernandes Fusco Pessoa — CRM-GO 21.448
Publicado em · 4 min de leitura

Uma pergunta chega quase toda semana pelo WhatsApp: “dá para marcar a colocação do DIU direto?”. A resposta é não — e não por burocracia. A inserção de DIU e a de Implanon são procedimentos, e todo procedimento começa por uma avaliação que define se ele é indicado, se é seguro naquele momento e qual método conversa melhor com o corpo e a rotina de quem vai usá-lo.

Pular essa etapa costuma cobrar caro depois: método inserido sem avaliação é método com mais chance de ser retirado poucos meses adiante, por efeito não conversado antes ou por uma condição que não foi identificada a tempo.

O que a ginecologista avalia na consulta

A conversa começa pelo básico e vai fundo: como é o seu ciclo, o volume e a duração da menstruação, se há cólica intensa, se você já engravidou e como foram os partos, quais métodos já usou e por que parou. Entram também as doenças que você tem, cirurgias anteriores, enxaqueca com aura, alterações de pressão, problemas de coagulação, tabagismo, medicações de uso contínuo e histórico familiar relevante.

Depois vem o exame ginecológico, que avalia colo e útero, e a checagem do preventivo — se estiver atrasado, a coleta pode ser feita na mesma unidade. Conforme o caso, a ginecologista pode solicitar exames complementares, incluindo ultrassonografia, para conhecer o formato e a posição do útero antes de decidir.

Duas verificações são inegociáveis antes de qualquer inserção: afastar gravidez e afastar infecção genital ativa. É por isso que o momento do ciclo entra na conversa e por que às vezes a inserção é agendada para uma data específica, e não para o primeiro horário livre.

As diferenças gerais entre os métodos

Este texto não recomenda método nenhum — essa escolha se faz na consulta, com o seu histórico na mesa. Mas entender a lógica de cada um ajuda a chegar com perguntas melhores.

  • DIU é um dispositivo pequeno colocado dentro do útero, em consultório. Existe em versões com hormônio e sem hormônio, com tempos de permanência diferentes entre elas, e cada versão tem efeitos próprios sobre o padrão de sangramento — algumas tendem a reduzir o fluxo, outras podem aumentá-lo nos primeiros meses.
  • Implanon é um bastão flexível inserido sob a pele do braço, com anestesia local. É um método hormonal, com tempo de permanência próprio, e também altera o padrão menstrual de formas que variam bastante de pessoa para pessoa.

Os dois são reversíveis: quando retirados, a fertilidade retorna sem depender de tempo de “limpeza” do corpo. E os dois protegem contra gravidez, mas nenhum deles protege contra infecções sexualmente transmissíveis — o preservativo continua tendo função própria.

O que faz um método ser indicado e outro não são detalhes concretos: condições de saúde que contraindicam hormônio, características do útero, plano de ter filhos, tolerância a mudanças no sangramento e o que já deu certo ou errado com você antes.

Como costuma ser o procedimento

Nos dois casos, é um procedimento ambulatorial: você chega, é atendida e vai embora no mesmo dia, sem internação e sem sedação de rotina.

Na inserção do DIU, é comum sentir cólica durante e nas horas seguintes, com intensidade que varia muito. A ginecologista explica antes o que fazer se o desconforto aparecer. Na inserção do Implanon, o braço recebe anestesia local, o local fica com um curativo compressivo por um período curto e é esperado algum roxo ou sensibilidade na região.

Depois, a orientação inclui o que observar nos primeiros dias, quando o método passa a ter efeito contraceptivo — o que nem sempre é imediato, e depende do momento em que foi inserido — e se há necessidade de método adicional nesse intervalo.

O retorno importa tanto quanto a inserção

O retorno é parte do processo, não uma formalidade. Nele a ginecologista confirma o posicionamento, avalia como o corpo respondeu e escuta o que mudou no seu padrão de sangramento. No caso do DIU, um ultrassom pode ser solicitado para conferir a posição.

Sangramento irregular nos primeiros meses é uma queixa frequente com métodos hormonais, e faz parte do período de adaptação. Ainda assim, alguns sinais pedem avaliação antes da data marcada: dor abdominal forte ou persistente, febre, corrimento com odor, sangramento intenso, dor durante a relação, atraso menstrual com suspeita de gravidez ou, no caso do Implanon, alteração importante no local da inserção.

Nada disso significa necessariamente que algo deu errado — significa que precisa ser visto por quem pode examinar.

Onde isso acontece

Na Docctor Med Aparecida de Goiânia, a consulta com ginecologista, os procedimentos de inserção e retirada e os exames que costumam ser solicitados ficam no mesmo endereço, no Setor Central. Isso reduz o vaivém entre consulta, exame e procedimento, que é justamente onde as pessoas costumam desistir no meio do caminho.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. A escolha do método contraceptivo é individual e depende de avaliação com a ginecologista.

Se você está pensando em DIU ou Implanon e quer entender o próximo passo, fale com a equipe pelo WhatsApp para acertar a consulta de avaliação. Também dá para conhecer o atendimento com ginecologista em Aparecida de Goiânia ou ver os procedimentos ginecológicos realizados na unidade.

Precisa de atendimento em Ginecologia?

A equipe da Docctor Med Aparecida de Goiânia confirma horários e valores pelo WhatsApp — a mensagem já vai identificada com o assunto deste artigo.

Continue lendo

Onde estamos

No Setor Central, em Aparecida de Goiânia

Fale com um especialista em Ginecologia

Agendar pelo WhatsApp